Basileia II
Whitepaper "Basileia II e o seu impacto nas Instituições Financeiras"
O que é?
O Acordo Basileia II vem na sequência do Acordo de Basileia I, onde se fixaram limites mínimos de solvabilidade dos bancos e onde os dois objectivos principais eram a suficiência de capital e neutralidade competitiva. O novo Acordo Basileia II vem agora refinar e expandir a abrangência do Acordo de Basileia I, estando estruturado em três pilares:
1 - Determinação dos requisitos mínimos de fundos próprios para a cobertura dos riscos de crédito, de mercado e operacional;
2 - Convergência das políticas e práticas de supervisão (que podem originar, nomeadamente, a fixação de requisitos mínimos diferenciados, em função dos perfis de risco ou da solidez dos sistemas de gestão e controlo interno das instituições);
3 - Prestação de informação ao mercado e ao público em geral, de modo a assegurar maior transparência sobre a situação financeira e a solvabilidade das instituições.
O que significa?
Do ponto de vista prático, os bancos vão ter de implementar sistemas de controlo de risco mais apertado, sendo que sistemas de rating/scoring de risco vão ter de ser utilizados. Os bancos poderão utilizar dois sistemas de rating, um standard baseado em agências de rating, e um outro interno ao banco (IRB).
A grande diferença agora em vigor com o Basileia II é o facto de os bancos serem obrigados a implementarem tais sistemas de rating e de tais sistemas poderem ser supervisionados pelas entidades competentes.
Contudo as PME's não são normalmente cobertas pelas agências de rating, o que significa que os bancos vão ter de implementar sistemas de rating internos das PME's.
O impacto real e directo nas PME's
O impacto do Basileia II tem dois grandes impactos reais na PMEs portuguesas. A saber:
1 - Concessão de crédito. A partir deste momento os bancos serão obrigados a calcular um rating de uma PMEs antes de lhe conceder qualquer crédito. Para calcular esse rating vão ter de disponibilizar um conjunto alargado de informação tal como mas não limitada a: relatórios e contas, peso e importância dos fornecedores e clientes, relações entre sócios, substituibilidade da equipa executiva. Quer isto dizer que a concessão de crédito e as condições subjacentes de montantes e spreads vão estar directamente relacionadas com a quantidade e qualidade de informação por forma ao banco poder ter uma imagem tão correcta quanto possível do risco envolvido. Caso as PME's não forneçam tal informação, o acesso ao crédito poderá estar em risco.
2 - Disponibilidade de crédito. Uma das novidades que o Basileia II vem introduzir é a crescente harmonização dos rácios de solvabilidade dos bancos. Ora, os bancos do Sul da Europa beneficiam de menos restrições nestes rácios sendo por isso mais fácil conceder crédito às PME's. Com a crescente harmonização os bancos portugueses poderão, por restrições legais e de supervisão, ter menos dinheiro para emprestar. De forma simplista, se eram os bancos que até à pouco tempo competiam entre eles para dar crédito, serão agora as PME's a competir entre si para obter acesso ao crédito. Os bancos poderão ter de optar entre dar crédito à PME A ou à PME B, de forma a cumprir os rácios de solvabilidade.
O que a minha PMEs pode fazer?
As PME's portuguesas vão sentir a pressão dos bancos para fornecer mais e melhor informação, de forma mais regular e sistemática. As PME's portuguesas deverão ter a sua "casa em dia", sistemas de reporting financeiros adequados e uma conveniente comunicação e compreensão global do seu negócio.
Acima de tudo, deverão compreender que o novo sistema Basileia II, impõe restrições aos próprios bancos. O facto de um banco recusar crédito a uma PME que o sempre o recebeu no passado, pode não ser má vontade do banco ou do gestor de conta, mas tão só o efeito do Basileia II a que agora está obrigado a cumprir.
Como é óbvio, a análise financeira de uma empresa é uma parte muito importante do processo de cálculo do rating. As PME's portuguesas deverão agora somar a obrigatoriedade de fornecer essa informação não apenas para fins fiscais mas como parte integrante de acesso ao crédito e correspondente impacto nas operações do dia a dia da sua empresa.
Assim, é crucial que as PME's portuguesas percebam a importância que os ERPs desempenham neste cenário. Os ERPs permitem que as PME's consolidem e disponibilizem de forma adequada e consistente os dados que serão exigidos pelos bancos. E só através da integração automática dos sistemas de produção e contabilísticos que os ERPs permitem, será possível consolidar e fornecer em tempo útil a informação necessária.
Ainda não ouviu falar do Basileia II? Questione o gestor de conta do seu banco e verá a resposta.
Consulte a Infosistema para saber quais as soluções que são indicadas para solucionar os critérios agora exigidos pelo Basileia II.
Outros Links
Whitepaper "Basileia II e o seu impacto nas Instituições Financeiras"
