Information Sistems Performance
O sector financeiro em Portugal tem hoje um nível satisfatório de maturidade das Tecnologias de Informação (T.I.) e da sua adequação aos problemas e necessidades do negócio. No entanto, muitas das empresas, essencialmente no sector segurador, lutam com enormes dificuldades orçamentais, sendo muitos dos projectos previstos e até orçamentados no inicio do ano frequentemente suspensos ou cancelados durante a execução anual, em particular nos últimos anos de crise e por motivo da forte falta de liquidez que tem chegado um pouco a todas as organizações.
Outros sectores como a saúde e a administração pública lutam com maiores restrições orçamentais que as empresas do sector financeiro, e, por isso, estão num estágio de maturidade inferior, enfrentando hoje enormes carências e dificuldades na utilização das tecnologias de informação como forma de melhoria dos seus processos e até da dinamização da sua actividade.
Muitos dos projectos são decididos pela sua urgência no suporte à operação devido a falhas, como seja a actualização (upgrade) de tecnologia obsoleta e de pouca performance (eficiência), frequentemente com falhas graves de funcionalidade e de cobertura nos processos das organizações. Outros são realizados como prolongamento ou extensão funcional de aplicações cuja estrutura e arquitectura já não conseguem comportar, resultando em pequenos e rápidos investimentos mas com resultados nulos, pois a sua integração nos processos de trabalho das organizações não foi pensada nem assegurada, ficando por isso frequentemente sem adopção dos utilizadores. Os utilizadores devem ser o ponto central dos sistemas, aplicações e processos e não os seus apêndices ou factores externos secundários.
A qualidade da informação de gestão para os decisores de T.I. deve ter hoje um papel fundamental e prioritário na sua estratégia e no plano anual de sistemas, contribuindo decisivamente para o sucesso/insucesso de um departamento de tecnologias de informação. Todos os projectos e aplicações devem compreender requisitos específicos relativos a indicadores e a informação de gestão, devidamente pensada e estruturada desde o inicio do projecto, resultando assim em pequenos investimentos adicionais mas que permitem alcançar objectivos diversos, como sejam:
a) Auditabilidade – informação relativa a segurança e auditoria de acções em alteração ou consulta de dados;
b) Compliance – os registos de auditoria juntamente com metodologias adequadas de projecto permitem respeitar as normas internacionais de Compliance, especialmente fortes no sector financeiro;
c) Performance Aplicacional – os registos de auditoria, adicionais a registos específicos de operacionalidade e disponibilidade, permitem medir e acompanhar a performance dos sistemas, ao nível das infra-estruturas e das aplicações;
d) Performance das Tecnologias de Informação e do Negócio – assegurando-se os três temas e registos anteriores, e adicionando registos específicos com informação sobre os níveis de utilização e produção das aplicações e sistemas, gerando informação histórica com dados de produtividade da organização com impacto directo no negócio, podemos elevar a maturidade dos sistemas de informação dessa organização a um patamar superior, potencialmente em perfeita sintonia com a actividade central da mesma e com a sua orientação estratégica. Desta forma será muito fácil valorizar e tomar decisões sobre os investimentos e projectos em tecnologias de informação pois teremos informação de gestão que nos informa sobre o seu significado estratégico e sobre o seu retorno financeiro.
Uma boa conversão de conhecimento em tecnologia e ferramentas de suporte ao negócio, pode ser um valioso recurso na melhoria de desempenho das organizações. As T.I. são hoje uma componente obrigatória nas organizações, devendo ser encaradas como um factor de inovação e de potenciação do negócio. Não apenas como um custo.
De forma a garantir bons resultados torna-se fundamental organizar bem as equipas e estruturar processos internos que garantam os resultados esperados (funcionalidade; orçamento; calendário e plano; qualidade e segurança; performance).
As principais actividades de uma metodologia de referência (6 Sigma) são:
- Análise e Diagnóstico da Situação Actual
- Definição dos Objectivos e dos Indicadores

- Definição dos Objectivos e dos Indicadores
- Alinhar os indicadores operacionais das T.I. com os indicadores do Negócio;
- Medição
- Recolha de informação crítica e medição dos indicadores;
- Análise dos Resultados e da Evolução
- Decidir acções de melhoria com base nos indicadores;
- Implementação das Acções de Melhoria
- Correctivas e Evolutivas;
- Adequação da capacidade da Equipa e dos Meios (aos objectivos);
- Estratégia Integrada de Gestão, Evolução e Comunicação
- Acompanhamento e Comunicação dos Indicadores (CEO, equipa, empresa);
- Controlo contínuo do Processo.
Esta não será certamente a única opção de metodologia a seguir, sendo sempre fundamental uma boa execução da metodologia adoptada como factor crítico de sucesso.
Para mais informação contacte-nos ou para +351 214139860.
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